..:life is ours, we live it our way:..
Vamos lá, uma das notícias que divulguei recentemente foi que estamos tentando um irmãozinho para a Clarice... mas não estou grávida ainda não. Sexta-feira, fui no Dr. Rubens... ele pediu todos aqueles exames de sangue, receitou o ácido fólico e paciência. Como Clarice ainda está mamando, mesmo que pouco, nossas chances de engravidar diminuem bastante. Tem ainda meu ovário que é policistico, mais um fator redutor das chances de engravidar. E para não diminuir mais ainda esta chance, ele pediu para não ficar muito ansiosa (não sei como fazer isso e ele não me deu a receita disso). Em números, temos mais ou menos 20% de engravidar.
Para concepção de Clarice, foram seis meses... vamos esperar para ver se o outro bebê vem logo. Se depender das crendices das avós, até Clarice está chamando o bebezinho.... assim mesmo, fazendo uma espécie de bunda-lelê...
Marcadores: família
Dia das mães
Dia das mães é poder tomar um banho bem demorado enquanto Clarice está com o André no Conjunto Nacional procurando meu presente... que delícia...
Consumo
Vejam onde comprarei presentes para Clarice, para meus sobrinhos fofos Gabriel e João Pedro, para os filhos das minhas amigas queridas, enfim até para mim se tiver tamanho grande...
Tem uma loja em Brasília que vende a marca MiniHumanos, descoberta pela Ju do meu trabalho... muita coisa fofa!
http://www.minihumanos.com.br
Outra dica foi do Ricardo e da Lilis, pais do João Pedro que em breve chegará ao mundo
http://www.rockabyebabymusic.com
com todas aquelas músicas de bandas que a gente adora em doces versões para nossas crianças e para nós mesmos.Marcadores: compras, consumo
Novidades...
... depedimos a empregada, de certa forma, isso é um alívio, uma libertação...
... conseguimos uma vaga no período integral na escola da Clarice, ela está adorando e muito feliz, e eu mais segura...
... voltei a estudar, com força, para ver se passo em algum concurso decente...
... estamos procurando uma casa ou apartamento para comprar, a casa dos sonhos na chácara vai esperar...
... estamos tentando o segundo filho...
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Conversando com Clarice
Já faz tempo que Clarice balbucia sílabas e vogais, ela sempre muito ‘falante’ com seus mãmãmãs, dádádás, mememes... Hoje ela já se expressa com algumas palavras, basta saber decifrar e temos conversas super bacanas.
‘Bôô’ ou ‘buu’ é acabou. Quando acaba a comida, quando ela corre e desliga a tv, quando apagamos as luzes para dormir, quando acaba a aula de natação, quando saímos da creche. O ‘bôô’ vem sempre acompanhado de um gesto com as mãozinhas para cima.
‘Papá’ engana-se quem pensa que é papai, é comida. Sempre que o prato dela está pronto, para qualquer refeição ela aponta e diz ‘papá’.
‘Bãbã’ ainda faz parte do vocabulário gastronômico dela. Aponta para a fruteira e pede ‘bãbã’, a banana que ela adora e come sozinha.
‘Agu’ e aponta para o filtro ou para o copo, é água. E como ela bebe água, benzadeus!
‘Dadai’ é uma palavra que ela repete muito, até durante suas brincadeiras. Quando está na sala e ouve o barulho do elevador já aponta para a porta dizendo ‘dadai’. Quando ele realmente chega em casa, ela exclama com um sorriso de orelha a orelha: ‘dadai1’
‘Mãmã’ é a palavra mais falada por ela e significa mamãezinha querida do meu coração. Precisa de mais alguma explicação? É lindo quando chego para buscá-la na creche, da porta eu a chamo, ela pára o que estiver fazendo e vem dizendo toda sorridente ‘mãmã’. Nesta hora é mamãezinha querida do meu coração eu estava cheia de saudade de você.
‘Mámá’ com ‘á’ aberto, significa leitinho morninho gostosinho que só a mamãe pode oferecer, com todo aquele carinho.
‘Vavá’ serve para todas as vovós e vovôs. Eu identifico cada um dos avós para ela, mas por enquanto está bom, afinal de contas são tantos avós para mimar essa mocinha! Ela tem a vovó Zezé, vovó Tetê, vovó Cida, vovô Joaquim e vovô Zé.
‘Nã’ é não, e ela sabe muito bem quando essa palavrinha deve ser usada. Quando ela vai fazer algo que não pode, ela olha para mim e faz um gesto com o indicador dizendo ‘nãnã’.
‘Tatati’ é sapato e tudo que usamos nos pés. Ela adora um sapato, esta semana sentou perto de um sapato meu e colocou seus pezinhos, riu e disse, ‘tatati’!
‘Auau’ é cachorro e vale para todos os outros bichos, coelho, gato...
‘Cácá’ é pato e outras aves.
Primeiros passos!
Sábado, dia 23 de fevereiro, depois de uma longa noite de sono*, acordamos cheias de disposição para o desjejum**, arrumar a bolsa da natação e brincar um pouco antes sair... Não é que Clarice fez tudo isso andando! Fiquei lá olhando com cara de boba! Há mais de um mês ela vinha ensaiando esses passos, mas no sábado começou e não parou mais!
* Clarice dormiu doze horas seguidas! Eu que fiquei acordando para ver se estava tudo bem com ela.
** Aos sábados nós duas sempre comemos banana com cereal (aveia, quinua, neston)! Uma delícia!
Música
Clarice ganhou um pianinho, presente de aniversário da tia Dani e do tio Zeca. Todo dia ela pega o pianinho, toca, dança, levanta e bate palmas. Sozinha na sala. Outros brinquedos musicais também fazem sucesso com ela. Tem uma máquina fotográfica de brinquedo, presente do titio Flávio, ela aperta o botão do ‘sorria’ e ‘diga xis’ e já começa a dançar ao som de uma música eletrônica, toda sorridente. Claro, que agora todo mundo dança junto!
Aproveitando o assunto musical, este mês, na revista Pais e Filhos (considero a melhor revista a categoria e que vale a pena assinar) saiu uma matéria sobre música, bebês e desenvolvimento (copiei abaixo – perdoem-me, mas como não sei fazer os links para o site copiei o texto todo).
Ainda recomendo o projeto de musicalização para crianças oferecido pelo departamento de música da UnB. Coloquei o nome de Clarice na lista quando ela ainda estava na barriga. Desde os cinco meses de idade participamos do projeto que é muito legal e divertido. Ela e o primo Gabriel são da mesma turma, fazemos a maior folia! Em março recomeçarão os encontros. Quem tiver interesse é só ligar na escola de extensão da universidade pelos telefones 3307-3329, 3307-2884 ou 3307-1777 (ao menos eram esses números no ano passado).
A música como linguagem
por LEONARDO POSTERNAK, pai de Luciana e Thiago, pediatra e presidente do Instituto da Família (IFA)
08 de fevereiro, 2008.
JÁ NO ÚTERO, O BEBÊ DESCOBRE O RITMO E O SOM. DO CORAÇÃO, DA VOZ MATERNA, DO MUNDO QUE O ESPERA AQUI FORA...
Minha esposa, musicoterapeuta, me deu um presente na forma de uma bonita história que agora ofereço aos leitores: “Em uma tribo cigana no sul da França, quando o melhor executante de um instrumento musical está envelhecendo, decide-se que uma criança ocupará seu lugar. Assim, nas últimas semanas de gravidez de uma cigana, o músico toca diariamente seu instrumento para o bebê e continua a fazê-lo após seu nascimento por mais alguns dias. Eles afirmam que, fazendo isso, essa criança, quando atingir a idade do desejo de se expressar, tocará maravilhosamente esse instrumento”.
Constatamos que a música é mais que uma palavra ou um som. É uma mensagem com significados, uma verdadeira linguagem. Bonito demais.
Ainda no útero materno, o bebê entra em contato com estímulos auditivos fundamentalmente por meio de um dos elementos básicos da música, que é o ritmo. O coração da mãe tem ritmo, os barulhos do intestino também e, principalmente, o mais importante de todos os sons: a voz materna. A voz humana é o primeiro instrumento musical que o homem primitivo usou antes da criação dos instrumentos e que continuamos usando.
AO NASCER, O BEBÊ DESCOBRE OS BARULHOS DE SEU CORPO E OS DO MUNDO EXTERNO. DESSES ÚLTIMOS, A VOZ DA MÃE É O PILAR DO RELACIONAMENTO MUSICAL-AMOROSO ENTRE A DUPLA MÃE/ BEBÊ. A MÃE TRAZ SEU REPERTÓRIO DE VELHAS CANTIGAS INFANTIS, DE MÚSICAS DE RODA E AQUELAS QUE SURGEM DE SUA CRIATIVIDADE AO SE COMUNICAR COM SEU FILHO. TUDO É COMUNICAÇÃO, TUDO É LINGUAGEM, TUDO É AFETO E ASSIM VAI SE CONSTRUINDO UM SUJEITO FELIZ E SAUDÁVEL.
De maneira sutil e lúcida, uma comunicação vai se construindo por meio dos movimentos, gorjeios e sons balbuciados pelo bebê, porque os pais lhe dão um sentido, uma codificação aos sons emitidos pelo filho.
Ninguém precisa ensinar para a mãe de uma criança pequena que é importante cantar, bater palmas ou pés, fazer movimentos corporais ritmados etc. Isso é parte da sabedoria das mães. O prazer que desperta como resposta no bebê humano a musicalidade no sentido amplo da palavra não é fruto da inteligência nem da cultura, é fruto da sensibilidade, que é universal e atemporal. Os ciganos franceses sabem disso.
Aos pais atentos e coerentes caberá compreender e respeitar o quanto a música atinge ou não a sensibilidade afetivo-sensorial do filho. As mães não cantam canções de ninar (ou não deveriam) aos bebês para que futuramente virem êmulos de Mozart. O fazem porque cada momento afetivo é importante no presente, sem pensar no que vai acontecer mais para a frente. Lembremos que o futuro da criança é hoje.
Música, dança, pintura, a arte em geral só satisfaz a criança se existe interesse por parte dela. Ou seja, se os pais pretendem satisfazer seu desejo de dançar ou tocar um instrumento por meio do filho, isso confunde e certamente não vai dar certo.
O mais importante é que a criança não seja forçada nem frustrada em seu direito de descobrir e experimentar as coisas em seu tempo, que por sinal é o tempo certo.
DR. LEONARDO POSTERNAK, PAI DE LUCIANA E THIAGO, PEDIATRA E PRESIDENTE DO INSTITUTO DA FAMÍLIA (IFA)